O ano de 2017 entrou no seu segundo mês e já existem duas pendências a serem resolvidas pelo setor de e-commerce: como lidar com a mudança no sistema de boleto bancário sem registro e o fim do e-Sedex?

Febraban irá obrigar a utilização de boletos com registro

O boleto sem registro sempre foi muito utilizado pelos varejistas virtuais, como opção de cobrança em mais de 40% das vendas. Com o objetivo de centralizar o registro de todos os documentos emitidos e diminuir o número de fraudes, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) irá obrigar a utilização de boletos com registro. A preferência dos comerciantes de não ter o registro é justificada pela facilidade de alteração dos dados no documento, como data de vencimento e valor, sem gastos extras. Além disso, o lojista arca somente com o custo na hora em que o cliente realiza o pagamento do boleto.

Agora, a manipulação de dados nos boletos, até então gratuita, será cobrada, assim como cancelamentos e solicitações de segunda via. O custo aparecerá no momento em que os boletos forem emitidos, o que pode ser um problema, uma vez que as pesquisas apontam que apenas metade deles são de fato pagos pelos consumidores. A alteração, no entanto, será positiva em médio prazo, já que com a necessidade de registro dos boletos os clientes só realizarão a compra se realmente pretendem finalizá-la, aumentando assim a conversão dessa forma de pagamento.

Desse modo, uma das maneiras de driblar as dificuldades iniciais dessa mudança será oferecer incentivos para outros métodos de pagamento (cartão de crédito ou transferência online) e promover a integração com empresas intermediadoras de pagamento, que arcam com todos os custos dos boletos mediante uma taxa fixa sobre os valores da venda. A decisão havia sido acertada para entrar em vigor já em março, mas foi adiada e deve começar a valer a partir de julho.

E como fica o fim do e-Sedex?

O produto exclusivo do setor, criado para otimizar custos utilizando a mesma estrutura de envio expresso do Sedex original e com tarifas mais baratas, teve seu fim anunciado pelos Correios. A justificativa são os cortes severos e o momento de pior crise de sua história, assim como outras empresas mantidas pelo governo. A medida pretende amenizar o rombo nas contas da estatal, que estima um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões em 2016.

Com o fim do e-Sedex, o frete deve ficar até 30% mais caro. A modalidade de envio sempre foi de grande valia para os pequenos e-commerces, que devido ao baixo volume de pedidos, tornava difícil negociar contratos vantajosos com transportadoras privadas. Agora, caso as lojas virtuais ainda optem pelos serviços da estatal, terão que utilizar o Sedex tradicional sem desconto. Quem conta com um volume maior de envios pode negociar um contrato de serviço com a estatal, ajustando a tabela de valores do frete de acordo.

Já as empresas e-commerce com um fluxo de pedidos menor podem contar com facilitadores de frete. Felizmente já existem ferramentas que intermediam o contrato com os Correios e oferecem soluções que podem ser até 50% menores do que as opções da estatal.

Redação do Portal WebGlobal

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