Com a acelerada disseminação do novo coronavírus, responsável pela doença Covid-19, o comércio eletrônico brasileiro passa por um momento atípico. Nesse contexto de incerteza, ainda não há um prognóstico definitivo sobre o quanto a pandemia poderá afetar a economia e, consequentemente, o setor de e-commerce. 

Um levantamento do banco BTG Pactual apontou que empresas do setor serão menos impactadas em curto prazo, já que a orientação é que as pessoas permaneçam em casa e evitem locais com aglomeração. No entanto, órgãos especializados já preveem que esse período de quarentena pode se estender pelos próximos meses, gerando uma deficiência nos estoques. 

Com o objetivo de viabilizar o acesso a dados e insights sobre a situação atual, o relatório da McKinsey & Company, empresa de consultoria empresarial americana, traz orientações e procedimentos a serem adotados pelos varejistas diante do surto de coronavírus.

Atualizado na última sexta-feira (13) e traduzido pelo E-commerce Brasil, o documento aponta comportamentos do consumidor, contexto da saúde global e respostas a crises, além de dar dicas de como as organizações podem proteger funcionários e clientes, reagir às mudanças de demanda e se prevenir de possíveis interrupções operacionais (principalmente na cadeia de suprimentos). Em síntese, o momento agora pede por cautela, planejamento e tomada de decisão ágil e estratégica. 

Confira as diretrizes publicadas no relatório:

Considerando o contexto de incerteza, os varejistas podem tomar suas decisões levando em conta duas abordagens:

  • Ações imediatas: Priorizar a segurança dos funcionários e dos clientes; remapear o marketing e a mão-de-obra para capturar a demanda variável; repensar a cadeia de suprimentos para minimizar as interrupções. 
  • Ações de planejamento intermediárias: Cenários de contingência para as áreas acima, além de estratégias competitivas, implicações na rede de lojas etc., a serem adotadas à medida que o caminho do Covid-19 se tornar mais claro.

Três ações estratégicas para superar o Covid-19

1) Proteger as pessoas e os negócios – ação imediata

  • Crie um “centro nervoso” de resposta a crises para definir e alinhar líderes em cenários potenciais; 
  • Proteja os funcionários atualizando as políticas de viagens, reuniões, bônus e licenças médicas;
  • Foque na segurança do cliente com mais rigor e frequência.
  • Invista em limpeza e higiene na linha de frente;
  • Comunique-se frequentemente com funcionários e clientes sobre o que você está vendo e fazendo.

2) Ajustar o modelo operacional – ação imediata

  • Mapeie os gastos de marketing em canais digitais para capturar a demanda variável;
  • Repense a fonte de suprimento e a cadeia de suprimentos devido a interrupções de produção, transporte e demanda;
  • Gerencie por dinheiro em toda a empresa: busque criar flexibilidade e potencial para continuar investindo para impulsionar o crescimento que passa por crises.

3) Crie cenários para realizar mudanças adicionais – planejamento intermediário

  • Amplie o escopo do “centro nervoso” da resposta a crises para criar cenários de contingência; defina a estratégia competitiva a ser adotada à medida que o caminho do Covid-19 vá se tornando mais claro;
  • Prepare e planeje implicações de longo prazo na rede de lojas e/ou cadeia de suprimentos;
  • Proteja os funcionários: aprecie o trabalho em casa.

Leia também: Foco no cliente: 5 dicas de como adotar essa cultura no seu e-commerce

Outras ações imediatas para considerar

  • Lance incentivos para chamar a atenção dos consumidores online, como frete grátis e ofertas.
  • Aposte na responsabilidade social corporativa. Isso reforça o peso da marca, pois os consumidores – principalmente a geração Z e a geração Y – buscam autenticidade e cuidado, e  como as empresas os tratam e seus funcionários nessa situação deixam uma impressão.
  • Crie transparência e flexibilidade em torno de turnos de trabalho disponíveis, chamadas, etc – tanto para reduzir os níveis de pessoal quanto para preencher em caso de absenteísmo.

Por fim, lembre-se que  situação é delicada, sim. Mas busque manter a calma, informe-se apenas por meio de fontes confiáveis, se for possível, tente não sair de casa e, por último, mas não menos importante, lave bem as mãos! 

Fonte McKinsey & Company e tradução E-commerce Brasil

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